Do portão à sala de aula
Setembro chegou e, com ele, regressaram os alunos, os professores, as mochilas, os horários, as reuniões e aquele movimento tão particular das primeiras semanas de aulas. Regressaram também algumas notícias que parecem acompanhar-nos há demasiado tempo: faltam professores, há milhares de horários por preencher, alunos que começam o ano sem todos os docentes. Continuamos a falar do envelhecimento da classe docente e da dificuldade em atrair novas gerações para a profissão.
Quem participa menos — e o que fazemos com isso
Em contextos que celebram a participação, raramente se questiona o essencial: quem continua a não ser ouvido, mesmo quando há espaço para falar?
Educar em Tempos de Sobrecarga
A minha experiência mostra-me, todos os dias, que o bem-estar de quem educa está diretamente ligado à qualidade das relações que se constroem em qualquer contexto de aprendizagem — da creche à universidade, da formação contínua ao ensino informal.
Do Controlo à Cocriação
E se liderar uma escola fosse mais como cuidar de um jardim do que gerir uma fábrica? Durante décadas, as instituições educativas seguiram modelos de liderança baseados em estruturas rígidas, inspiradas em lógicas industriais centradas na eficiência e no controlo. Ainda hoje, muitas escolas e jardins de infância operam sob esta lógica. Mas estamos perante uma mudança de época. Num mundo que exige criatividade, empatia e autonomia, torna-se urgente repensar a forma como conduzimos os processos educativos. E é aí que entra a cocriação.

