Educar para todos ou educar a partir de quem?

Educar para todos ou educar a partir de quem?

Dizemos muitas vezes que queremos uma escola para todos. Mas raramente paramos para fazer uma pergunta mais desconfortável: Quem é esse “todos”?

Porque, na prática, muitas escolas continuam a funcionar a partir de um ponto de referência invisível — um padrão considerado neutro, universal, “normal”. Um padrão que define o que é comportamento adequado, linguagem correta, participação esperada, sucesso desejável. E tudo o que se afasta desse padrão… precisa de se ajustar. Chamamos-lhe inclusão, mas muitas vezes, é apenas adaptação.

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Narrativas que Ferem, Escolhas que Curam

Narrativas que Ferem, Escolhas que Curam

Vivemos tempos em que os discursos de medo voltam a ganhar palco. A figura do imigrante — muitas vezes negra, árabe, cigana ou simplesmente “diferente” — volta a ser instrumentalizada como ameaça, como “invasão”, como bode expiatório para problemas que são, na verdade, estruturais.
Esta narrativa não é nova. Mas o que talvez ainda nos custe reconhecer é o quanto ela entra nas escolas, nas creches, nos nossos gestos enquanto educadores e educadoras.

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