Educar para todos ou educar a partir de quem?
Dizemos muitas vezes que queremos uma escola para todos. Mas raramente paramos para fazer uma pergunta mais desconfortável: Quem é esse “todos”?
Porque, na prática, muitas escolas continuam a funcionar a partir de um ponto de referência invisível — um padrão considerado neutro, universal, “normal”. Um padrão que define o que é comportamento adequado, linguagem correta, participação esperada, sucesso desejável. E tudo o que se afasta desse padrão… precisa de se ajustar. Chamamos-lhe inclusão, mas muitas vezes, é apenas adaptação.
Quando a expectativa define o percurso
Em algumas circunstâncias as expectativas podem parecer inofensivas, principalmente se não são ditas em voz alta ou não são ditas em forma de crítica. Às vezes chegam disfarçadas de preocupação, de conselho, de “realismo” ou até de cuidado. Mas, ainda assim, imputam e moldam caminhos.

