• Georgina Angélica

Será a Inteligência Emocional o elemento diferenciador?

O questionamento sempre fez parte da minha vida pessoal e profissional, pois continua a ser desafiador para mim perceber, porque motivo é tão difícil para alguns demonstrar empatia e compaixão pelo seu próximo. Era confuso estar em meios onde circulavam pessoas ditas religiosas, mas que depois falhavam redondamente na exibição de sentimentos básicos a uma forma de estar e viver mais humana.

Quando me tornei Educadora, depois de experiências nas áreas de recursos humanos e intervenção social, tornou-se muito evidente que a solução para esse desafio era sem margem de dúvida incutir esses valores nas crianças, pois já todos sabemos que elas são o futuro. Aprendi que as crianças normalmente seguem os exemplos á sua volta, sendo esses exemplos as pessoas que lhes são mais próximas e queridas. Mas se esses adultos são inconsistentes e não sabem como lidar com as suas próprias emoções de forma equilibrada e consistente, como poderão as crianças fazé-lo?

Estes últimos anos têm reafirmado algo que observo de forma muito regular e sólida, os adultos que estão presentes nas vidas das crianças precisam de ser sensibilizados para a necessidade urgente de trabalharem estes elementos da inteligência emocional em si, quer na sua vida pessoal, quer na sua vida profissional.

Para os Educadores, Pais e qualquer ser humano que perceba que educar uma criança é das missões mais importantes que se pode ter em mãos, quero partilhar um pouco daquilo que é a minha visão e missão para Angola e para o Mundo.


Acredito que nada terá um real impacto se na sociedade angolana não se investir urgentemente no subsistema de educação pré-escolar, desde a formação básica e contínua de educadores, quer em infraestruturas, quer na reforma do currículo que é muito rígido e não deixa muito espaço á criatividade e imaginação, quer na propagação de estratégias de gestão emocional e autoconhecimento.


Mas ao mesmo tempo sugiro que enquanto isso não acontece que se comece a agir no sentido de perceber se os actuais educadores estão munidos das ferramentas necessárias para facilitar a aprendizagem das crianças. Será que são pessoas que percebem como desenvolver a inteligência emocional em si e nas crianças? A comunicação com as crianças como ocorre? Será que reproduzem a forma como comunicaram consigo enquanto cresciam? Como está o seu conhecimento sobre o ‘currículo emergente’? Será que as equipas são emocionalmente estáveis e tecnicamente inovadoras?

Segundo Daniel Goleman, um dos nomes mais conhecidos no campo da inteligência emocional, as pessoas têm mais probabilidade de ter sucesso na vida se forem conscientes dos seus próprios sentimentos e dos sentimentos dos outros. Sendo que devem estar motivadas a gerir essas emoções para se relacionarem de forma positiva consigo e com os demais. Concerteza que em algum momento da sua vida esteve perante situações onde o seu líder tecnicamente era muito competente, mas perdeu a influência nas suas equipas por falta de inteligência emocional. Pessoalmente já testemunhei situações bastante desagradáveis devido á falta desta capacidade.


Voltando ao título desta reflexão - e não pondo em causa o desenvolvimento de outras capacidades importantes nas crianças – não será o desenvolvimento da inteligência emocional o elemento diferenciador no sucesso das nossas crianças no século XXI?

A minha experiência diz-me que sim, pois se não o fizermos, teremos uma geração altamente tecnológica, mas profundamente deprimida, só e infeliz.


Trabalhar a inteligência em nós, nas nossas equipas e na educação infantil parece-me uma boa solução.

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