• Georgina Angélica

Como esperar resultados se faz sempre da mesma maneira?

Existe uma célebre frase atribuída a Einstein, que diz “insanidade é continuarmos a fazer a mesma coisa da mesma maneira e esperarmos resultados diferentes” e para mim é exactamente essa a reflexão que nos é exigida. Estamos a agir da mesma forma e esperamos resultados diferentes na Educação?


Como podemos esperar que as crianças permaneçam sentadas por longos períodos de tempo, quando não faz parte da sua natureza ficar quieta? A criança aprende através de todo o seu corpo, de cada membro, de cada sentido, é assim que ela percepciona o mundo á sua volta. Precisa cheirar, tocar, ouvir, ver, provar, em suma entender que sensações e emoções está a experienciar e como interpretá-las.


Como podemos esperar que as crianças aprendam conceitos abstractos se existe um contacto limitado com experiências reais? Passar do abstracto para o concreto exige que o conteúdo seja abordado de forma multidisciplinar, ou seja, a actividade principal pode ser sobre cuidar do meio ambiente, mas utilizando estratégias que envolvam todas as áreas e domínios. Quando aprendemos sobre algo todas as áreas estão envolvidas ao mesmo tempo, comunicação linguística, representação matemática, meio físico e social, expressão plástica, psicomotricidade, educação musical, sendo assim faz sentido ensinarmos essas disciplinas em separado? Ou mesmo que o façamos como as integramos, como ajudamos os alunos a entender que numa mesma aprendizagem todas as áreas estão incluídas?



Por várias vezes nas minhas consultorias foi-me dito que os recursos são poucos, o tempo é limitado e que o elevado número de crianças na sala, sendo que algumas

delas precisam de um cuidado diferenciado, limita a criatividade e inovação que concordam ser necessários. Sabem que as crianças já não se compadecem de estratégias fixas e pouco flexíveis e demonstram-no através dos seus comportamentos. Contudo é mais fácil e gerível recorrer á mesma forma de fazer, por vezes até inovam, mas como dá muito trabalho volta-se ao mesmo. Mas a chave é ser consistente, porque mesmo que inicialmente seja trabalhoso, com o tempo as crianças tornar-se-ão mais independentes e autónomas.


Se os resultados e desafios continuam a ser os mesmos, não será um grande indicativo que está na hora de mudar e estabelecer um plano de acção com metas a curto, médio e longo prazo?


Nunca foi tão importante não fazer as coisas da mesma forma, nunca foi tão importante sermos inovadores, inventores e incutirmos esse mesmo modelo de comportamento nas nossas crianças. Ser criativo é mais do que pintar, ser artístico e fazer coisas, é olhar para uma coisa ou situação e dar-lhe uma abordagem diferente, respondendo ás necessidades identificadas.


Os tempos que vivemos vão exigir um repensar profundo da forma como o sistema educacional está montado, de como as famílias participam ou não na formação dos seus filhos e como nós educadores os podemos auxiliar e apoiar. E acima de tudo nada será como antes e urge começarmos a observar e criar modelos mais flexíveis, criativos e que permitam mais tempo para serem vivenciados. Sei que vamos ficar bem e que encontraremos as soluções necessárias para os desafios que nos serão apresentados nos próximos meses.

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